
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e manteve a condenação que o tornou inelegível até 2030. A decisão foi tomada por maioria de 5 votos a 2, preservando a punição aplicada em março deste ano por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Os ministros também rejeitaram o pedido do Ministério Público Eleitoral para que houvesse a cassação dos diplomas de Castro e de seu ex-vice, Thiago Pampolha. Prevaleceu o entendimento de que a renúncia de Castro ao cargo, apresentada antes da conclusão do julgamento, impediu a aplicação dessa medida específica.
Com a decisão, permanece apenas a sanção de inelegibilidade, afastando Castro das disputas eleitorais até 2030. O julgamento também influencia o debate sobre a sucessão no governo fluminense, tema que ainda depende de definições no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado por práticas consideradas irregulares durante a campanha de 2022, Castro havia manifestado interesse em disputar uma vaga ao Senado, mas retirou sua pré-candidatura após o avanço de investigações e da condenação eleitoral.