A saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher tem gerado incertezas entre lideranças femininas do Partido Liberal (PL), especialmente em relação ao apoio às candidaturas para as eleições de 2026. Integrantes da legenda temem que, sem a atuação direta da ex-primeira-dama, haja redução no incentivo político e na distribuição de recursos destinados às campanhas de mulheres.
Durante sua gestão à frente do PL Mulher, Michelle coordenou um plano de fortalecimento da participação feminina no partido, incentivando a criação de diretórios estaduais, a formação de lideranças locais e a ampliação do número de candidatas. Segundo aliadas, a iniciativa contribuiu para o crescimento da representação feminina da legenda nas eleições municipais de 2024.
Antes de deixar o cargo, Michelle solicitou que as dirigentes estaduais elaborassem listas de possíveis candidatas para 2026. Apesar de os nomes terem sido encaminhados aos diretórios estaduais, integrantes do partido afirmam que ainda não há definição sobre a continuidade do projeto e do apoio às pré-candidaturas.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou às dirigentes estaduais que pretende manter os compromissos firmados durante a gestão de Michelle. Ainda assim, lideranças femininas avaliam que a ausência da ex-primeira-dama enfraqueceu o mecanismo de cobrança para garantir espaço e recursos às candidaturas de mulheres dentro da legenda.
A saída de Michelle ocorreu em meio a uma crise interna envolvendo divergências com o senador Flávio Bolsonaro e repercussões políticas dentro do partido. O episódio aumentou as incertezas sobre a condução da estratégia eleitoral do PL para o eleitorado feminino nas eleições presidenciais de 2026.