
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para a realização de um exame de ultrassom que possa confirmar a suspeita de uma hérnia inguinal bilateral. O pedido foi apresentado enquanto o político permanece sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A solicitação ocorreu após Moraes considerar que os laudos médicos entregues anteriormente pela defesa estavam desatualizados. Por isso, o ministro determinou que uma perícia oficial da Polícia Federal fosse realizada em até 15 dias para avaliar a real necessidade de um procedimento cirúrgico.
No documento enviado ao STF, os advogados pedem que um médico possa entrar na unidade da Polícia Federal levando um aparelho de ultrassom portátil para examinar Bolsonaro no local. A intenção, segundo a defesa, é agilizar a atualização dos exames e contribuir para a análise médica exigida pela Justiça.
Além do exame, os representantes do ex-presidente também solicitaram autorização para que ele possa passar por cirurgia no Hospital DF Star, em Brasília, caso o procedimento seja considerado necessário. O pedido inclui a possibilidade de internação pelo período indicado pelos médicos para recuperação.
A defesa argumenta ainda que Bolsonaro possui diversas condições de saúde, incluindo sequelas de cirurgias abdominais decorrentes do atentado sofrido em 2018 e episódios recorrentes de soluços intensos, o que reforçaria a necessidade de avaliação médica atualizada.