Hospital Dona Helena reforça orientações para prevenir o câncer de intestino

A identificação precoce do câncer de intestino, antes mesmo do aparecimento de sintomas, é uma das principais estratégias de combate à doença. Esse é o foco da campanha Março Azul-Marinho promovida pelo Hospital Dona Helena, que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico antecipado.

O câncer colorretal está entre os mais frequentes no Brasil, ficando atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata quando se desconsidera o câncer de pele não melanoma. Por isso, a campanha direciona suas ações principalmente para homens e mulheres entre 45 e 70 anos.

Segundo o gastroenterologista Paulo Marcelo Nascimento da Silva Mafra, da instituição, o desenvolvimento desse tipo de câncer costuma começar a partir de pólipos — pequenas lesões semelhantes a verrugas que surgem no intestino. Inicialmente, esses pólipos não apresentam sintomas, mas podem evoluir para tumores malignos ao longo do tempo.

O exame mais indicado para detectar e prevenir a doença é a colonoscopia, considerada o principal método de rastreamento. Durante o procedimento, é possível identificar e remover pólipos antes que eles se transformem em câncer, além de permitir um acompanhamento médico contínuo. Por isso, a recomendação é que o exame faça parte dos check-ups de rotina a partir dos 45 anos, independentemente da presença de sintomas.

Mesmo sendo muitas vezes silenciosa no início, a doença pode apresentar alguns sinais de alerta que merecem atenção. Entre eles estão mudanças no funcionamento do intestino, dor abdominal frequente, perda de peso sem motivo aparente, presença de sangue nas fezes e anemia. Informar a população e reduzir o medo ou a vergonha relacionados aos exames também faz parte do processo de prevenção.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer de intestino por ano entre 2026 e 2028. Quando diagnosticado nas fases iniciais, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a até 90%.

No atendimento a pacientes com doenças do sistema digestivo, o hospital conta com um serviço especializado em endogastro. Nos casos mais avançados da doença, o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar, com apoio de exames de imagem, equipes cirúrgicas — inclusive com cirurgia robótica — e acompanhamento oncológico.

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