
O projeto de lei enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas sem corte de salário, tem gerado forte reação de setores econômicos e da oposição.
A proposta estabelece limite de oito horas diárias de trabalho e garante dois dias consecutivos de folga por semana, além de alterar diversas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Críticos afirmam que a medida pode elevar os custos para empresas, já que a redução da carga horária não seria acompanhada por aumento imediato de produtividade. Com isso, há preocupação de que empregadores recorram a demissões, informalidade ou redução de investimentos.
Entidades do setor produtivo também alertam para possíveis impactos inflacionários, argumentando que empresas poderiam repassar os custos adicionais aos preços finais de produtos e serviços. Pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas, com risco de fechamento de unidades e corte de postos de trabalho.
Por outro lado, o governo defende que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e estimular a geração de empregos. A proposta tramita em regime de urgência, o que acelera sua análise no Congresso Nacional.