
O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado nesta terça-feira (14), após uma articulação política que alterou a composição da comissão pouco antes da votação. O texto, elaborado pelo senador Alessandro Vieira, acabou derrubado por seis votos a quatro.
A mudança nos integrantes da CPI ocorreu por determinação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que ampliou a presença de parlamentares alinhados ao governo. A estratégia foi decisiva para o resultado da votação, repetindo um movimento semelhante ao observado em outras comissões recentes.
O relatório rejeitado propunha o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As acusações estavam relacionadas a investigações envolvendo o caso do Banco Master.
Durante a tramitação, o documento também apontava supostas interferências do Judiciário no andamento das investigações da CPI, incluindo decisões que teriam limitado o acesso a informações e enfraquecido medidas aprovadas pelo colegiado.
Com a rejeição do parecer, a CPI encerrou seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final, o que, na prática, impede o encaminhamento formal de pedidos de indiciamento às autoridades competentes.