
A segunda fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira e tem como alvo um novo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, envolvendo fintechs, adulteração de combustíveis e a chamada “máfia da nafta”. A ação ocorre em cinco estados e reúne forças da Receita Federal, Ministério Público e polícias estaduais.
Segundo as investigações, organizações criminosas utilizavam empresas de pagamento digital, fundos de investimento e companhias de fachada para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio. Os investigadores apontam que o esquema também atuava na adulteração de combustíveis e em fraudes fiscais no setor.
A operação cumpre dezenas de mandados de busca e apreensão contra empresários, operadores financeiros e suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital. De acordo com o Ministério Público, fintechs funcionavam como “bancos paralelos” usados pela organização criminosa para transferências e compensações financeiras milionárias.
Outro foco da investigação é o desvio ilegal de nafta petroquímica, produto destinado à indústria química, mas que estaria sendo utilizado irregularmente na produção e distribuição de combustíveis adulterados. As autoridades também apuram movimentações bilionárias consideradas suspeitas pelos órgãos de controle financeiro.